Abordagem de Ensino Baseada no Jogo

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FC BARCELONA SOCCER CAMP PARTE FINAL

 
 
Chegamos ao final de mais um ano. Ano este, que para mim foi muito produtivo, conclui o meu Mestrado e participei de um evento muito significativo na área de Escolas de Futebol:
FC Barcelona Soccer Camp (FCB Escola Camp).
 
 
 
Este evento foi supervisionado pelo Coordenador Geral da Metodologia das Escolas de Futebol do FC Barcelona o Professor Isaac Guerrero e pelo Professor Joaquim (ou simplesmente Quim). Fomos instruídos por Isaac, que, um bom treinador necessita ser:
  • Motivador;
  • Paciente;
  • Professor; e
  • Educador.
Pois, segundo Guerrero (2012):
"Saber jogar bem futebol, não significa que seja capaz de ensinar a jogar um bom futebol."
 
Tive o privilégio de durante uma semana acompanhar como as sessões de treinamentto do FCB Escola são construídas, lembrando que a Metodologia de Treinamento da Escola de Futebol é a mesma das categorias de Formação de La Masia e da Equipe Principal. O único detalhe é a progressão das atividades, na Escola é mais cuidadosa, devido ao nível heterogênio dos meninos.

Além de vivenciar os "Rondos" do FC Barcelona, tive a oportunidade de observar como eles trabalham a questão de espírito de equipe, muita solidariedade e disciplina no bom trato da bola. O treinador deve estimular a sua equipe na fase defensiva, a tomar a iniciativa sem a posse da bola. Ou seja, ser ativa e nunca passiva. Na transição ofensiva deve sempre superar linhas de pressão. Esses conceitos Táticos já são colocados e cobrados de meninos com 10 anos de idade, por isso o FC Barcelona é o que vemos hoje.


Além dos conceitos Táticos, os treinadores devem sempre estimular a solidariedade, tolerância e ajuda mútua e disciplina entre os jogadores.

Dentro da metodologia de ensino-aprendizagem-treinamento do Barça, não há espaço para as tarefas conducionistas. Essas tarefas conhecidas como analíticas só tem o Estímulo e a Resposta.

E------------------------------------------------------->R
 
Devemos utilizar o mecanismo de treinamento denominado PAD:
 
P ercepção
A nálise
D ecisão
 
Desta forma, teremos as tarefas cognitivas no processo de ensino-aprendinzagem-treinamento, ou as, tarefas Cognitivas/Globais Interrelacionadas. Estas, obrigam o jogador a tomar decisões (deixando de fora o adestramento).
 
E-------------------------> PAD -------------------------> R
 
Enfim, o DNA Barça é isto:
 
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Desejo a todos um Feliz Natal e um 2013 repleto de felicidades. Que 2013 traga mais bons jogos, discussões e aprimoramentos sobre o "Esporte Rei". Agradeço a todos os colegas que visitam esse humilde veículo de informação sobre futebol. Sucesso a todos e que seus ânseios sejam sanados em 2013. Abraços.

     




domingo, 2 de dezembro de 2012

FC BARCELONA SOCCER CAMP 2ª PARTE

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Estamos há uma semana do evento mais do FC Barcelona em Curitiba! Será uma grande oportunidade participar desse grandioso evento. Aguardem mais notícias sobre o evento aqui no blog.
 
 
 


domingo, 25 de novembro de 2012

MODELO DE JOGO vs RESULTADOS DAS PARTIDAS

 
 

Uma dúvida que sempre permeia as partidas de futebol para as equipes que são treinadas por pessoas que entendem o JOGO de futebol dentro da Abordagem Sistêmica é:
 
 
Evolução do Modelo de Jogo ou Ganhar as partidas há qualquer custo?
 
Eu venho utilizando a Abordagem Sistêmica desde 2010 nas equipes que comando e, ontem aconteceu um fato muito interessante. A minha equipe sub 14 (composta na sua maioria por jogadores sub 13) foi eliminada de uma competição na semifinal, mas, jogou um futebol mais organizado, com posse de bola, jogo apoiado, retirada da bola do setor de pressão, marcação no campo do adversário. Então a questão é. Será que dentro da perspectiva do Modelo de Jogo o resultado da partida não é enganoso?
 
Ontem, mesmo com a derrota, tive a certeza que estou trabalhando de uma forma que para a minha região é diferenciada, conseguindo introduzir alguns conceitos desconhecidos por muitos, mas já muito familiarizados pelos meus jogadores. Meus jogadores já tem consciência de que, indiferente da situação que a partida se encontra, não devemos abandonar a nossa maneira de JOGAR.
 
Mas, como minha professora de História falava: "a inovação leva uma geração para deixar de ser vista com estranheza." 
 


domingo, 18 de novembro de 2012

FC BARCELONA SOCCER CAMP

 
 
De 9 a 14 de dezembro meninos de 7 a 15 anos que gostam do futebol de posse de bola, terão uma oportunidade ótima para aperfeiçoar esse princípio de Jogo. Em Curitiba nessas datas ocorrerá o FC Barcelona Soccer Camp que, disponibiliza ferramentas e princípios educacionais que estimulam o aperfeiçoamento de suas habilidades mentais e físicas em campo, desenvolvendo a capacidade de interação social e trabalho em equipe.
 
Oportunidade única de treinar com a mesma metodologia que os craques Messi, Xavi, Iniesta e outros grandes que aprenderam no clube catalão.
 
Eu estarei participando como um dos monitores brasileiros neste evento único e inédito na capital paranaense.
 

domingo, 14 de outubro de 2012

ATAQUE RÁPIDO e CONTRA-ATAQUE

 
 
No post de hoje vou relatar o Ataque Rápido e o Contra-Ataque. Qual será a diferença entre esses dois tipos de atque em futebol?
 
Ataque Rápido: se caracteriza pela progressão rápida no campo de jogo, rumo a baliza adversária,onde os passes verticais são predominantes, quando a equipe adversária já atingiu organização defensiva (numérica ou geométrica [estrutura]).
 
Contra-Ataque: é um tipo de dinâmica ofensiva, que se caracteriza pela imediata progressão a baliza adversária através de movimentação em velocidade de um ou mais jogadores no campo de ataque, após a interrupção do ataque adversário com passe longo ou lançamento orirundo do setor de defesa, para surpreender a organização defensiva que se encontra em desequilíbrio. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

TIPOS DE ATAQUE NO FUTEBOL: Ataque Posicional

 
 

No Futebol, alguns autores, especialistas e técnicos (principalmente os europeus) conceituam três tipos de ataques possíveis em uma partida de futebol:
  1. Ataque Posicional;
  2. Ataque Rápido; e
  3. Contra-Ataque.
Ataque Posicional: é um tipo de dinâmica ofensiva em que busca primeiro, um melhor posicionamento e distribuição geométrica em campo, onde a posse de bola através dos passes horizontais (para o lado) acaba sendo parte importante da estratégia do jogo (Organização Ofensiva), para então, efetivamente construir situações que possibilitem chegar a meta adversária de forma coletiva e com o intuíto de desorganizar a defesa adversária através da circulação da bola.  

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

COMO TREINAR AS TRANSIÇÕES OFENSIVAS RÁPIDAS

 
 
Como treinar as Transições Ofensivas Rápidas (contra-ataques), esse é um momento do jogo que muitos pensam ser de inferioridade da Organização Defensiva e Superioridade da Organização Ofensiva. Fernandes (2008) publica um estudo que mostra a verdadeira situação do Contra-Ataque, e por mais estranho que possa parecer a conclusão e de que as situações de 2 (atacantes) X 3 (defensores) é a mais comum.
 
 

http://www.unip.br/comunicacao/publicacoes/ics/edicoes/2008/04_out_dez/V26_N4_p392-396.pdf  Link para acessar o artigo na íntegra.


Ciente disso, não é mais admissível situações em treinamentos de futebol que contemplem a superioridade numérica da Organização Ofensiva sobre a Organização Defensiva, pois segundo Fernandes (2008), isso é raro acontecer. No máximo podemos utilizar uma situação de igualdade numérica.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

PACIÊNCIA PARA DESORGANIZAR A DEFESA ADVERSÁRIA

 
O FC Barcelona jogou a primeira partida da fase de grupos da UCL contra o Spartak Moscou e venceu por 3 X 2 no Camp Nou. A grande dificuldade da equipe catalã, foi transpor a barreira montada há frente da área penal pela equipe russa (na figura acima podemos observar 9 jogadores atrás da linha da bola).
 
Mas, a equipe catalã tem a sua principal virtude que é a paciência e a posse de bola no ataque posicional, onde, troca passes curtos e a bola transita por todas as faixas do campo (direita, centro e esquerda) com tamanha facilidade, que para alguns parece fácil jogar futebol. Os seus jogadores estão sempre no limite da regra 11 do futebol (impedimento) para poderem ser lançados num momento de vacilo da defesa contrária. Essa virtude faz falta para nós latinos americanos, que sempre estamos com pressa para tudo, até para fazer o gol.   


domingo, 30 de setembro de 2012

FORMAÇÃO NO FUTEBOL BRASILEIRO E IDENTIDADE DE FUTEBOL

 
Muito se ouve sobre a formação no futebol e identidade de futebol. A formação nos clubes brasileiros ainda é pautada na forma física (estatura e força física), privilegiando jogadores maturados e deixando de lado os jogadores franzinos, mas com entendimento de JOGO! Isso me faz lembrar de um questionamento que sempre esteve presente na formação: na formação é importante ganhar ou formar? As preocupações são sempre em ganhar campeonatos. Mas, se trabalharmos de forma coerente (com critérios qualitativos) e dentro dos princípios táticos do futebol, teremos um plantel competitivo (sempre chegando nas competições) e jogadores sendo aproveitados nas categorias superiores até o profissional.
 
Outra questão que atrapalha a formação de jogadores de futebol, para mim é, a pressa. O que alguns estudiosos vem chamando de "oitavo pecado capital". Onde percebemos que treinador nenhum têm tempo para analisar e perceber quais as principais dificuldades quanto ao entendimento do JOGO de uma forma qualitativa. O que o treinador Eduardo Barros denominou de Currículo de Treinamento. Eu possuo um Instrumento Metodológico para a Formação (IMF), baseado na ideia do treinador Eduardo Barros, mas adaptado para a minha realidade. Este IMF nada mais é que, ter disposto em uma tabela tudo aquilo que eu pretendo que os meus jogadores desempenhem quando jogam futebol e, quando estes dominam bem esse conteúdo, não preciso dar tanta ênfase nele. Um exemplo seria, o Estratégico-Tático, como estratégias ofensivas e defensivas, nas ofensivas seria os tipos de ataque:
  •  Ataque Rápido;
  • Ataque Posicional; e
  • Contra-ataque.
Desta forma consigo perceber se os treinamentos estão auxiliando o desenvolvimento dos jogadores, dentro do Modelo Jogo Perspectivado. E também possibilitando a tomada de decisão nos jogadores, pois eles terão que escolher qual a forma de atacar dentro da partida a partir das situações que surjam no jogo.

Quanto a identidade de futebol no Brasil, percebo que os clubes não tem um forma de jogar (um Modelo de Jogo) jogam conforme o adversário, mudam de estrutura tática a cada semana, treinadores forasteiros que ditam como o clube deve jogar, assim, isso também prejudica a formação, pois o clube não tem definido uma identidade de jogar futebol, muda conforme o seu comandante bem quer. Isso, não é bem visto em outros clubes pelo mundo afora, sabemos de casos, que o treinador tem que se adaptar a maneira do clube de jogar, o FC Barcelona é um destes casos. Desta forma, o treinador da formação não sabe como deve atuar, pois o clube não tem definido de que forma se deve planejar a formação dos atletas, e pior, nem a equipe principal não sabe se ataca em zona com Estrutura Fixa, em zona com Estrutura Móvel, Ataque Rápido, Ataque Posicional ou Contra-ataque. E assim vamos observando os europeus dominarem as principais competições de futebol do globo.  



sábado, 18 de agosto de 2012

REFLEXÕES PARA A COMPREENSÃO DE METODOLOGIAS DE TREINAMENTO EM FUTEBOL



Lendo o livro "Periodização Tática: o futebol-arte alicerçado em critérios" do professor Bruno Pivetti, me deparei com algumas indagações que percebo não ficarem claras para alguns profissionais do futebol referente a essa metodologia: 
  • Como poderemos querer que a grande maioria dos profissionais do futebol compreendam essa metodologia, se, há maioria dos treinadores principais do futebol brasileiro não possui um curso superior;  
  • E mesmo se possuíssem, qual IES trabalha com essa metodologia de treinamento em futebol no país com clareza?
  • Será que temos leituras suficientes sobre temas como, Visão Sistêmica, Teoria do Caos, Modelo de Jogo, Fatores Neurobiológicos da Tomada de Decisão e Neurociências aplicadas ao futebol? 
Para mim não há dúvidas, para que possamos melhorar a nossa maneira de treinar futebol, precisamos que essas indagações sejam sanadas, para após, criarmos um ambiente de discussão sobre esse tema tão complexo e apaixonante, mas tão marginalizado e tratado as vezes com superficialidade. Para os meus alunos da cadeira de Esportes Coletivos II, estou tentando convencê-los da importância da leitura sobre esses temas para que possamos alcançar patamares maiores referentes ao processo ensino-aprendizagem-treinamento no futebol.  

 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

MÍSTICA DA CAMISA 10 E A ESTAGNAÇÃO DO FUTEBOL BRASILEIRO


O Brasil está na rota dos dois maiores eventos do futebol mundial, Copa das Confederações (2013) e Copa do Mundo FIFA (2014). Observando os jogos do Campeonato Brasileiro, Séries A e B, percebo uma estagnação. A maioria dos nossos clubes não tem um projeto quanto a cultura tática das suas equipes. Salvo raras as exceções, em clubes onde o treinador permanece há mais de uma temporada, encontamos uma forma de jogar nos diferentes momentos do jogo definida.

Talvez isso, possa explicar a evolução no futebol de países e clubes estrangeiros, caso da Espanha, por exemplo. Onde existe um projeto a longo prazo da maneira de como jogar.

Essa estagnação dos clubes brasileiros, parece estar vinculada há duas questões:
  •  Há carência em formar camisas 10 como acontecia antigamente (o Botafogo contrata Seedorf, Cruzeiro tem Montillo);
  • Há questões imediatistas. Onde o que importa é vencer o jogo mais próximo.
Lembrando que o Futebol é um Jogo Desportivo Coletivo (JDC) de essência tática, onde duas equipes realizam um jogo de cooperação entre os seus e oposição aos contrários. Percebo uma enorme preocupação dos clubes brasileiros sempre com as capacidades físicas, com contratações de muitos preparadores físicos (que são os graduados) (no II Seminário de Futebol no Grêmio FBPA em agosto de 2011, o Professor João Paulo Medina relatou que no S.C. Corinthians Paulista existem em todas as categorias 11 preparadores físicos) e, a questão tática fica muitas vezes por conta dos "achismos", ou, por questões quantitativas, como número de escanteios, posse de bola (sem saber se essa posse é efetiva), número de chutes a gol (sem saber como esse chute aconteceu).

Pela pequena experiência que possuo no futebol, percebo que aqui no Brasil o clube adota o projeto de cultura tática do treinador forasteiro, mesmo sabendo que, daqui há alguns meses ele entrará na "dança dos técnicos" e vai ao mercado contratar o treinador que estará disponível, sem fazer uma análise de perfil, sem saber qual metodologia este treinador aplica nos seus trabalhos diários. Esse novo treinador chegando ao clube, muda todo o projeto, muitas vezes confundindo a cabeça dos jogadores. E o pior, o clube muitas vezes não sabe qual é a sua meta referente a padrão de jogo ou melhor, cultura tática nos diferentes momentos do jogo e nem como formar aqueles camisas 10 que muito nos enchiam aos olhos aos ver jogar.

E isso reflete no selecionado nacional, que no atual ranking da FIFA encontra-se em 11º lugar, atrás de Croácia e Dinamarca. Esse fenômeno que vem acontecendo há anos será difícil desfazer em apenas dois anos.  

sexta-feira, 22 de junho de 2012

COMO FAZER "CAMPO PEQUENO"?

Seguindo a mesma linha de raciocínio da postagem anterior, continuarei a tratar da Organização Defensiva do S. C. Corinthians (finalista da Copa Libertadores 2012) e melhor defesa da competição.

Segundo Amieiro (2004, p.30), "quando falamos em redução de espaços, temos de ter presente que essa redução deve ser feita tanto à largura do campo (estreitando-o), como em profundidade (encurtando-o).


Como podemos observar na figura acima, a equipe do S. C. Corinthians, consegue ficar compacta como um bloco em um espaço de aproximadamente 30 metros entre a bola e a sua baliza. Desta forma, dificultando a Organização Ofensiva do Santos F. C.  De acordo com López López, 2003 (apud Amieiro, 2004, p. 30) "para se reduzirem espaços em largura, os jogadores (a equipe) devem bascular em função da posição da bola para gerar vantagem numérica nos espaços próximos da mesma e assim favorecer as coberturas, não deixando de manter vigilância sobre os espaços afastados da bola". Observando a figura, percebemos que, as linhas da equipe do S. C. Corinthians forma linhas de força entre a bola e a sua baliza, reduzindo os espaços entre si e provocando uma grande densidade defensiva que dificulta a progressão da bola até a sua baliza.



Outro aspecto importante dessa Organização Defensiva apresentada pelo S. C. Corinthians são as dobras de marcação e os apoios para a Manutenção e Circulação da Bola no momento de Transição Ofensiva. Conforme a figura acima podemos observar o apoio e a formação em losango na basculção defensiva para o lado forte.


Nesta figura observamos a formação de Triângulos Defensivos, que oportunizam uma boa gestão dos espaços principais de jogo. Obrigando desta forma, a equipe do Santos F. C. a trabalhar a bola somente na horizontal. Pois os triângulos colocam sempre um jogador na cobertura daquele que pressiona o portador da bola.


Nesta última figura, podemos visualizar a formação do Losango Defensivo, onde fica explicito as coberturas das linhas de passe (outro fator primordial para gestão do espaço interior).

Frade (2002) apud Amieiro (2004, p. 31) "para que exista esta unidade compacta em bloco, a equipe deve responder a situações que acontecem no jogo, situações essas que todos os jogadores têm que identificar (o que requer treino)".Os autores, acreditam que se tratam de respostas coletivas e sinais (ou indicadores), sinais esses que, quando devidamente identificados, levam a que a equipe atue como um [todo].

Com esses pequenos relatos, podemos ter uma breve noção de quão complexo é o jogo de futebol em seus vários momentos e, a equipe que treinar como o jogo necessita, obterá melhores resultados.

Referência

AMIEIRO, Nuno M. B. Defesa à Zona no Futebol: A (Des)Frankensteinização de um conceito. Uma necessidade face à inteireza inquebrantável que o jogar deve manifestar. Monografia de Licentuara realizada no âmbito da disciplina de Seminário, Opção de Futebol. Licenciatura em Desporto da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, 2004.




sexta-feira, 15 de junho de 2012

O CRAQUE DO S.C. CORINTHIANS: A ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA





Muito se tem comentado sobre a forma de jogar do S.C. Corinthians pela imprensa especializada, por estar demonstrando uma defesa sólida, que só tomou dois gols em toda Libertadores e por estar invicto nessa competição, e, desta forma tem a melhor campanha de todos os tempos da competição. Anteriormente, no ano de 1978 o Boca Juniores era o detentor desse feito.

Dessa forma, vamos tentar entender o que S.C. Corinthians vem fazendo para conseguir esse feito. Assim peço ajuda ao professor Nuno Amieiro (com quem tive o privilégio de conversar no II Seminário de Futebol no Grêmio FBPA no ano passado). Para Garganta (1997 apud Amieiro, 2004, p. 22), "numa partida de futebol, ainda que o quadro do jogo seja organizado e conhecido, o seu conteúdo é sempre surpreendente, imprevisível, incerto e aleatório. [...]". Sabendo que o jogo de FUTEBOL tem essas características, os treinadores tentam na fase defensiva de suas equipes que formem um bloco compacto para não fornecer espaços para a equipe adversária.


Pelo que pude observar nos jogos do S.C. Corinthians, o treinador Tite tem conseguido passar para os seus jogadores o que Frade (2002 apud Amieiro, 2004, p. 24), chama de fazer "campo pequeno". Que significa reduzir os espaços de jogo à equipe adversária e ter os setores muito próximos entre si e conseguir superioridade numérica junto à bola. 

 Mesmo jogando contra o Santos F.C., a equipe corinthiana continuou com a mesma filosofia na organização defensiva em zona, não querendo fazer uma marcação individual no jogador Neymar Jr. Mostrando um conceito bem maduro de Defesa à Zona para os apreciadores do futebol bem jogado e priorizando o que os Esportes Coletivos devem ser, Coletividade!

Isso é de suma importância para a evolução tática do futebol brasileiro, pois o S.C. Corinthians é uma equipe de grande apelo popular, está sempre em foco nas transmissões da TV e nos mostra que no FUTEBOL para se jogar é preciso ter a bola. E se não houver marcação eficiente temos que esperar o adversário errar para ter a posse da bola.  

Sendo assim, para mim o craque do S.C. Corinthians é a Organização Defensiva.

Referência

AMIEIRO, Nuno M. B. Defesa à Zona no Futebol: A (Des)Frankensteinização de um conceito. Uma necessidade face à <> que o jogar deve manifestar. Monografia de Licentuara realizada no âmbito da disciplina de Seminário, Opção de Futebol. Licenciatura em Desporto da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, 2004.

Eu Recomendo



Periodização Tática: O futebol-arte alicerçado em critérios.
Autor: Bruno M. F. Pivetti.
Phorte Editora 2012.
 
Livro referência no Brasil para compreender essa Metodologia de treinamento em FUTEBOL! 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

JOGO CONCEITUAL PARA A PENETRAÇÃO CONVERGENTE

Princípio: Mobilidade Ofensiva

Sub-Princípio: Zonas de Criação de Espaço (Penetração Convergente)

Complexidade: 3 (média alta)

Objetivo: Enfatizar a Penetração Convergente (fazendo o uso do "facão")

Tempos: 4 X 7'

Adaptação Biológica: Mobilidade Específica

Materiais: bolas, coletes e cones

Descrição

Número de jogadores 18 (8:8 + 2 goleiros)     Dimensões: 1/2 campo

Jogo conceitual 8:8. O jogo ocorre dentro do espaço demarcado entre os cones. Posicionar dois atacantes bem abertos (circulados em vermelho na figura) que não participam da posse e circulação da bola, nem da marcação. São esses dois atacantes que, quando acionados por um lançamento entre os cones, vão realizar a penetração convergente para realizar um confronto 1:1 contra o goleiro dentro da área sem auxílio. Após o termíno do tempo trocar os dois atacantes das duas equipes.

 Observação: os atacantes nunca poderão estar na frente dos cones (impedimento).

sexta-feira, 6 de abril de 2012

JOGO CONCEITUAL PARA UTILIZAÇÃO DOS CORREDORES DO CAMPO

Princípio: Posse e Circulação da bola

Sub-Princípio: Equilíbrio Posicional = Amplitude e Profundidade

Complexidade: 1 (baixa)

Objetivo: Utilizar os corredores do campo (em fase ofensiva)

Tempos: 4 X 7'

Adaptação Biológica: Resistência Específica

Materiais: Bolas, coletes e mini-cones

Descrição

Números de jogadores 16 (8:8)                       Dimensões: 1/2 campo

Jogo conceitual simples 8:8. Existem mini-cones espalhados na área central do campo de jogo.
Os jogadores devem jogar sem derrubar os mini-cones, a equipe que derruba os mini-cones perde a posse da bola.

Percebam que, nos corredores laterais não existem mini-cones, desta forma trabalho a Descoberta Guiada (tema do post anterior) a partir da categoria Sub 8. Nas categorias maiores os trabalhos são mais complexos, mas nunca dando as respostas. Deixo para os jogadores perceberem e tomarem as decisões para vencer o jogo e assimilarem a forma de jogar no Modelo de Jogo. 

Opinem!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

DESCOBERTA GUIADA


O post desta semana será destinado ao Sub-Princípio da Descoberta Guiada. Em resposta ao meu amigo Professor Luís Fernando.

Para elucidar as questões teórica, vou citar o que está escrito no artigo de Casarin e Oliveria (2010):

O processo de transmissão de informação em futebol, tratando-se de um sistema complexo de interacção entre seres racionais com emoções e pensamentos distintos deverá funcionar para além do simples processo de transmissão/assimilação de conteúdos. O processo será tanto mais correcto quanto maior for a interacção entre os intervenientes directos.
Mourinho (2002) descreve o seu processo de treino aquando da passagem por Barcelona afirmando que “jogadores com este nível não aceitam o que lhes e dito apenas pela autoridade de quem o diz. E preciso provar-lhes que estamos certos. A velha história do mister ter sempre razão não é aqui aplicável. (...) O trabalho táctico que promovo não é um trabalho em que de um lado esta o emissor e do outro o receptor. Eu chamo-lhe a descoberta guiada, ou seja, eles descobrem segundo as minhas pistas. Construo situações de treino para os levar por um determinado caminho. Eles começam a sentir isso, falamos, discutimos e chegamos a conclusões. Mas para tal, e preciso que os futebolistas que treinamos tenham opiniões próprias. Muitas vezes parava o treino e perguntava-lhes o que eles sentiam em determinado momento. Respondiam-me, por exemplo, que sentiam o defesa direito muito longe do defesa central. Ok, vamos então aproximar os dois defesas e ver como funciona. E experimentávamos, uma, duas, três vezes, ate lhes voltar a perguntar como se sentiam. Era assim até todos, em conjunto, chegarmos a uma conclusão. É isso que chamo de descoberta guiada”.
 Em resumo, não devemos dizer o que está acontecendo de errado, não devemos pensar pelos jogadores. Devemos oportunizar aos jogadores que eles tenham esse discernimento descobrir através de tomadas de decisão deles mesmos. Evitando que acontecimentos que não condizem com o Modelo de Jogo da equipe aconteçam, tendo que ocorrer erros frequentes e após paradas e feedbacks  do treinador os próprios jogadores entrem num consenso e solucionem o problema sem uma resposta direta do treinador.


Referência

CASARIN, Rodrigo Vicenzi., OLIVEIRA, Raúl. Periodização Táctica: princípios estruturantes e erros metodológicos na sua aplicação no futebol. http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 15 - Nº 144 - Mayo de 2010.





domingo, 11 de março de 2012

SERÁ POSSÍVEL DINAMIZAR O FUTEBOL



Dinamizar o jogo de futebol poderia ser uma forma de torná-lo mais atraente, diminuir o número de jogadores do elenco, diminuir o número de lesões e amenizar as insatisfações por parte de alguns jogadores que não são tão utilizados durante a temporada que é muito longa.

O terreno, o tempo de jogo, o espaço e o número de jogadores são componentes estruturais que estabelecem conexões com o comportamento motor dos futebolistas e determinam a dinâmica funcional das modalidades de desporto coletivo. O futebol é uma modalidade com características de cooperação e oposição, regulada por 17 regras e disputada entre duas equipes, compostas por 11 jogadores cada. A duração do jogo abrange dois tempos de 45', com intervalo de 15', totalizando 90'. na prática, o tempo de jogo é de, em média, 60' (CARRAVETTA, 2009, p. 17).

Segundo Garganta (2002, p. 4) quanto maior for o espaço de jogo mais elevada terá de ser a capacidade para cobrir, mental e fisicamente. Sabe-se que um campo de futebol é um espaço muito grande, correspondendo aproximadamente à superfície de 10 quadras de handebol, 20 quadras de basquetebol e 50 quadras de voleibol (observar a figura). Num retângulo de jogo com área média de 7.500 m², onde 20 jogadores jogam com os pés, e, apenas dois com as mãos (goleiros), em espaço limitado, e a regra do impedimento disciplinando muitas ações, a riqueza de detalhes táticos só poderia ser infinita (DRUBSCKY, 2003, p. 108). 
Nos primeiros 30' (tempo de jogo: 1/3), as exigências aos esforços são de média intensidade, e podem ser muito bem controladas. Já nos 15' que antecedem o intervalo, as exigências se tornam de elevada intensidade. A pausa de 15' acelera a recuperação, de modo a facilitar a tolerância aos esforços nos primeiros 15' do segundo tempo de jogo (2/3 do tempo de jogo). Nos últimos 30' de partida, as exigências são mais intensas e o desgaste físico é culminante (3/3 do tempo de jogo). Sendo as dimensões do campo de jogo em formato retangular, com no máximo 120 metros e no mínimo 90 metros de comprimento, por uma largura máxima de 90 metros e mínima de 45 metros. Em partidas internacionais, essas medidas mudam para 110/100 metros de comprimento e 75/64 metros de largura. As expressivas variações nas dimensões dos campos de futebol acentuam as diferenças na conduta motora dos futebolistas. Tal fato pressupõe um elevado nível de desenvolvimento da percepção espacial e do controle motor por parte dofutebolista. As oscilações nas dimensões do campo de jogo, combinadas com as mudanças de piso (tipos de grama, densidade do solo, nivelamento do terreno), exigem do jogador um alto nível de atenção, concentração, controle motor e percepção, sobretudo no que se refere aos parâmetros temporais, espaciais, cinestésicos e de força, durante a movimentação em campo (CARRAVETTA, 2009, p. 17-18).  

Outro fator que interfere nas ações das equipes de futebol é a expulsão. Como se sabe, o jogador expulso não pode ser substituído, o que obriga a equipe a jogar em inferioridade numérica: terá de defender em espaços mais amplos e atacar em espaços mais reduzidos. Segundo evidências, o futebol, comparado a outras modalidades de jogos desportivos coletivos, apresenta diferenças que provocam grandes instabilidades nas ações técnico-táticas, individuais e coletivas. Em outras modalidades do desportovcoletivo, os jogadores excluídos ou desqualificados são substituídos, o piso apresenta maior regularidade, as condições climáticas pouco interferem, e os espaços de jogo são semelhantes. No handebol, por exemplo, o espaço ocupado por cada jogador é de 57 m²; no futsal, oscila entre 37,5m² e 92,4 m²; no voleibol, 13,5m²; no basquetebol, a diferença pode ser ainda menor e, variar entre 5,6 m². Agora vejamos o futebol: o terreno de jogo apresenta uma ampla variação, e o espaço ocupado por cada jogador pode oscilar entre 171 m² e 375 m² (CARRAVETTA, 2009, p. 19).

Após levantarmos essas evidências, pergunto: por que no futebol as substituições são limitadas a três jogadores?

Sendo que, os outros jogos desporto coletivos são volantes, o número de jogadores é menor e o terreno de jogo é bem inferior ao do futebol.

Pensemos no ambiente de um clube de futebol que, possui em seu elenco 27 jogadores, desses apenas 18 são relacionados para as partidas (11 + 7) e destes 7, o treinador só pode utilizar 3 durante a partida. Ficando sem jogar o jogador pode minar o ambiente do clube. Ex.: o jogador Breno (zagueiro ex- São Paulo Futebol Clube) esta há 3 anos no Bayer de Münichen e só jogou 15 partidas (em nenhuma jogou os 90') e tempos atrás criou certas confusões, que se estivesse jogando poderiam ser evitadas devido a motivação de fazer parte do time.

Se houvessem mais substituições ou o jogador que saiu pudesse voltar (como nos outros desportos coletivos) o jogo ficaria mais dinâmico, intenso e frequente. Pois segundo Garganta (2002, p. 5) no handebol o jogador consegue fazer um gol a cada 2'; no basquetebol e voleibol consegue-se concretizar pontos a cada minuto. As ações de ataque e êxitos quantificáveis é aproximadamente nestas modalidades é de 2 para 1, enquantono futebol é apenas de 50 para 1. Novos mercados poderiam se abrir para o futebol se houvesse mais gols em suas partidas, pois ninguém gosta de assistir um 0 a 0 após 90'. 

Outro fator importante seria de, aumentar a vida útil dos jogadores e não prejudicar ("queimar") novas promessas (revelações dos clubes) que muitas vezes são lançados nos grupos principais, mas ainda não tem essa maturidade para suportar as pressões que o jogo de futebol profissional exige.

Fica aqui o recado para um possível dinamismo do futebol, mas claro, que isso ficará a cargo da  International Football Association Board (IFAB), que é órgão que rege as regras do futebol.

P.S.: no dia 23 de março estarei defendendo a minha Dissertação de Mestrado: Futebol e as Realidades Econômicas Regionais em Santa Catarina: o futebol profissional explicado pelo Desenvolvimento Econômico de suas regiões.

Referências

CARRAVETTA, Elio. O enigma da Preparação Física no Futebol. Porto Alegre, RS: AGE, 2009

DRUBSCKY, Ricardo. O Universo Tático do Futebol: Escola brasileira. Belo Horizonte: Ed. Health, 2003.

GARGANTA, Júlio. Competências no ensino e treino de jovens futebolistas. Revista Digital http://www.efdeportes.com  Buenos Aires - Ano 8 nº 45 fevereiro de 2002.  


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O "AQUI E AGORA" DO JOGO


Como professor e preparador técnico sempre me perguntei, como o ser humano toma as suas decisões?

Durante o jogo de futebol, os jogadores são constantemente chamados a tomar decisões e quanto mais rápido o fizerem tanto melhor, pois o jogo está crescentemente mais rápido sendo que a velocidade de execução distingue os melhores dos medianos. Mas, se nós nos apercebemos no sentido comum e nas imagens tradicionais, é lógico que, deveria transmitir as ideias com uma rapidez que desafiava todas as leis da matéria. Na verdade, fenômeno espantoso é que segundo nos diz Changeux (2002), é quase o contrário que acontece pois, o cérebro é lento, demasiado lento mesmo em relação a certos fenômenos físicos de base. E acrescenta:  
"Com efeito, o sistema nervoso de todos os organismos vivos, incluído o homem, propaga os sinais elétricos a uma velocidade bem menor que a da luz. Isso significa que os sinais neuronais não exploram as ondas eletromagnéticas que provêm das forças fundamentais do mundo físico. Esta limitação física é uma herança que nos foi legada através da evolução das espécies, os organismos primitivos."
(Changeux, 2002, p. 23-24)


Segundo Campos (2008, p. 37) num jogo de futebol entre equipes de topo assistimos a movimentos velozes, execuções em que parece que os jogadores adivinham as movimentações dos companheiros e as decisões têm de ser tomadas de forma espontânea e de acordo com o Modelo de Jogo estabelecido e treinado. Ora, a estas exigências contrapõe-se a lentidão dos processos cerebrais daí que algo tenha que estar por trás desta rapidez que caracteriza o jogo de futebol. Treinar para criar pré-representações e assim aumentar a velocidade dos acontecimentos fazendo-os depender de algo já previamente definido e não somente da solução que o cérebro teria que encontrar e realizar para cada momento do jogo. 

Observando estas citações, podemos entender que o processo de Ensino-Aprendizagem-Treinamento tem fundamental importância na criação de hábitos (como automatismos). Desta forma, temos utilizar uma metodologia de treinamento que oportunize a tomada decisão em situação de jogo. Assim, a metodologia Analítica fica desprovida de sentido, pois, não tem no seu cerne essa preocupação. A metodologia de treinamento que mais oportuniza isso, é a Periodização Tática.

 E o "Aqui e Agora" do jogo nada mais é do que, tomar decisões em situações de pressão. Por isso, o jogagor deve ser sobrecondicionado pelo treinamento a decidir em direção ao Modelo de Jogo Criado e as ideias de jogo que esse Modelo pretende para os momentos do jogo. Jacob e Lafargue (2005) mostraram que a consciência da intenção imediata de executar um ato, precede sempre o ato cerca de 200 mseg., sendo que nestas  condições a única forma de salvaguardar o livre arbítrio é a de admitir que, este pequeno intervalo de tempo deixa a possibilidade à vontade consciente de opor a sua recusa a esta ação preparada e de proibir em última instância a sua realização material sendo que existem mesmo casos em que o potencial de ação motriz não é seguido de ação, ou seja, se a decisão do cérebro não é estritamente conforme as intenções prévias do sujeito, resta-lhe a possibilidade de não agir. Isto leva-nos a crer que teremos que treinar o cérebro a decidir de determinada forma, de acordo comos princípios estabelecidos, ou seja, condicionar as intenções prévias que surgem de forma inconsciente para que estas sejam congruentes com o Modelo de Jogo Criado. Esta necessidade é bem evidente quando sabemos que o tempo que medeia a consciência da intenção e a ação propriamente dita se cifra nuns escassos 200 mseg., o que nos indica de forma bem clara a relevância das intenções prévias dos jogadores serem concordantes com a ideia de jogo do treinador, caso contrário a tarefa emconseguir tal desiderato estará condenada ao insucesso.

Referência

CAMPOS, Carlos. A justificação da Periodização Táctica como uma fenomenotécnica: A singularidade da INTERVENÇÃO DO TREINADOR como a sua impressão digital. MCsports, 2008.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

2012: O ANO DAS PROFECIAS



O ano de 2012 está apenas no começo. Mas muitos levam em consideração as superstições (no mundo do futebol isso é muito comum), e, segundo o calendário Maia, esse é o ano do "Fim dos Tempos".

Pensando no futebol de formação brasileiro, isto já está acontecendo a algum tempo, pois, não temos calendário suficiente para muitas categorias de transição para os meninos ascenderem as equipes principais. Deve ser por isso que é raro um jovem se firmar em seu clube de origem. Lembram do caso Oscar no São Paulo Futebol Clube?


Vale a pena ler, e mais, é muito importante saber que um jogador profissional brasileiro têm opinião formada sobre um assunto tão sério como este.